Cheerfest em Uberlândia: mudança bem sucedida

Antes tarde do que nunca! O recesso de fim de ano começou antes de publicarmos a matéria do Cheerfest, mas não podíamos deixar de registrar a primeira edição do campeonato em Uberlândia e a comemoração da produção por mais um grande evento bem-sucedido.

Em mais um ano o Cheerfest Supernational foi um campeonato de grandes números. O evento quebrou o próprio recorde e foi, muito provavelmente, o maior da temporada. Com impressionantes 66 equipes, sendo 28 universitárias e 38 All Star distribuídas em 16 ginásios, o campeonato manteve a tradição do gigantismo que vem ganhando desde 2017.

Os números não são só quantitativos: o Cheerfest International – que nesse ano não teve convidados estrangeiros – foi grande também na representatividade nacional, com equipes de todos os principais polos do cheer no país e alguns polos embrionários, como a Bahia e Goiânia. Exceto algumas ausências, foi realmente onde “todos se se encontraram”, como diz o lema do campeonato.

Segundo Cauê Souza, organizador do evento, o campeonato recebeu em 2019 mais de 1.300 atletas de 10 estados e Distrito Federal, para onde foram a maioria das medalhas de ouro, com o líder da temporada, Brasília Xtreme. “Nunca em nenhum outro campeonato houve uma representatividade dessas. Estamos chegando onde nenhum outro campeonato chegou, atingindo diversos estados do país. E não queremos parar por aqui”, destaca Cauê.

O espetáculo no cheer mat foi garantido pelas equipes que buscaram o ouro em dois dias de competição. A fórmula do Cheerfest para o cronograma foi a mesma dos últimos anos – as rotinas do primeiro dia valiam 30% da nota final de cada equipe, que competiam no segundo dia pelos 70% restantes, uma chance para afinar as rotinas de um dia para o outro.

No que diz respeito a resultados, o campeonato foi menos plural e uma festa brasiliense: o Brasília Xtreme venceu quatro das cinco disputas All Star, perdendo apenas o Coed nível 3 para o Bravo!, bicampeão no nível, um resultado histórico para a equipe e para o campeonato.

A nova casa
O maior campeonato do país é um desafio por si só: nas últimas temporadas o Cheerfest foi responsável pelo deslocamento de centenas de atletas de todo o país para a pequena cidade de Volta Redonda, no interior do Rio de Janeiro. Em 2018, no entanto, ficou claro para a produção que o evento não cabia mais na cidade.

A decisão por Uberlândia, em Minas Gerais, foi corajosa: Minas Gerais é um dos polos do esporte que mais crescem. A Universidade Federal de Uberlândia UFU, por exemplo, tem tantas equipes de Cheerleading espalhadas pelos seus cursos que tem um campeonato interno bastante disputado. As equipes de Brasília, que sempre tiveram que viajar por muitas horas para chegar aos campeonatos nacionais, comemoraram também.

Nunca em nenhum outro campeonato houve uma representatividade dessas. Estamos chegando onde nenhum outro campeonato chegou, atingindo diversos estados do país. E não queremos parar por aqui – Cauê Souza, organizador do Cheerfest International.

Por outro lado, a organização sabia que o campeonato se distanciava de polos importantes como Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná. Ao que tudo indica, no entanto, não houve impacto no comparecimento das equipes, que fizeram questão de disputar o campeonato mesmo depois de muitas horas de viagem. “O Cheerfest ousou sair do eixo Rio/São Paulo dos campeonatos nacionais e foi para uma cidade que ninguém esperava”, comemora Cauê.

O dirigente falou, ainda, da representatividade nacional do campeonato: “Foi de fato um nacional. Porque não adianta apenas ter o nome nacional se você tem como público 2 ou 3 estados”, finaliza Cauê. A fala reflete o comparecimento do público aos campeonatos nacionais da temporada 2019/20: além do Cheerfest, apenas o Campeonato Nacional de Cheer & Dance UBC teve caráter realmente nacional, enquanto o Campeonato Brasileiro recebeu apenas equipes do Rio de Janeiro e Paraná, apontado por alguns como um “segundo Carioca”.

 

Pros

– Ótima infraestrutura: muitos banheiros, limpos, à disposição dos atletas.
– Diversos pontos de hidratação espalhados pelo espaço do campeonato.  
– Muitas opções de comida, tanto dentro do campeonato quanto fora, graças à boa localização do ginásio.
– TV para as equipes assistirem as rotinas assim que saíam do tatame de competição.
– Ótimo espaço de aquecimento e passagem de rotina: tatame com tamanho oficial.
– Rápida resolução de problemas, como o som que foi trocado no meio do primeiro dia.
– Alta representação nacional: ginásios e equipes de todo o país compareceram. 


Cons

– Total ausência de spotters.
– Medalhas de uma cor só para todos os resultados.
– Atraso: segundo relatos, chegou a uma hora no primeiro dia, mas apenas 30 minutos no segundo.
– Som insuficiente no início do primeiro dia e mixes sendo interrompidos no início das rotinas.
– Música com letras consideradas impróprias para crianças, apesar da grande presença delas no público.
– Qualidade da alimentação duvidosa: muitas moscas na área.
– Reclamações relacionadas à arbitragem – não sabemos se corresponde à realidade.


Texto: Rodrigo Mariano
Fotos: Cheerfest International / Cheer Vision

Produção: Equipe C1C Nacional

 

 

 

 

 

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