Com superestrutura, nasce um novo Rebellion em Ponta Grossa

Primeiro programa All Star de Ponta Grossa, Paraná, o Rebellion comemora sua nova fase com ginásio próprio equipado para receber os atletas

A equipe foi fundada em 2018 por João Felipe Lopes Iamarino e, a princípio, os treinos eram realizados em uma escola de circo. Porém, no final da temporada de 2019 a ideia de ter um ginásio se tornou mais concreta. Antes da inauguração, João Felipe, coach e fundador do programa, conta que sempre sonhou em ter um ginásio. Para realizar esse grande projeto, ele pesquisou lugares, orçou os materiais necessários, fez o planejamento financeiro, criou produtos, aulas de tumbling e parcerias. Depois disso, em sociedade com a sua mãe, Márcia Lopes, alugou um espaço onde já funcionava um campo de society e que, agora, também é o ginásio do Rebellion.

Nessa temporada, o Rebellion terá três equipes: o All Girl nível 2 – Fury, que terá o Guilherme Kula (Jesus) como coach –, o Coed nível 3, agora com o nome de Turmoil e que terá Matheus Giglio como coach responsável e o Coed nível 4 – Anarchy, que será treinado pelo próprio João. Além disso, o Rebellion conta também com o coach Guilherme Milek, responsável por todo o programa de tumbling.

O investimento de João e Márcia não foi pequeno: o espaço terá um cheerfloor, que chegará na primeira semana de abril, trave baixa, plinto, argolas, corda para escalada, mini tramp, colchões sarnegie, colchão gordo, bebedouro industrial, câmera de alta resolução para filmar os full outs e ver em sequência, caixa de som potente para simular um campeonato, quatro banheiros, um vestiário com dois chuveiros e armários e duas churrasqueiras, sendo uma interna e a outra externa.

 

 

O acesso ao espaço

Para utilizar o espaço, os atletas do Rebellion pagam uma mensalidade de R$ 90,00. A mensalidade inclui o treino da equipe de três horas por semana, um treino de condicionamento físico e flexibilidade, uma aula de tumbling e um horário livre para treinar os individuais. Outras atividades fixas também são oferecidas, como o futebol society, aulas de tumbling para atletas de fora, ginástica artística infantil e o Open Gym nos finais de semana em que não haverá treino das equipes.

Como parte do fluxo de caixa, a exemplo do Royal Cheer Rio no Rio de Janeiro, o Rebellion também alugará o espaço para outras equipes. A princípio, o horário oferecido para esses times é das 21h à 00h e, segundo João, esse horário tem dois motivos. “Primeiro porque já tinham horários de futebol society fixos do antigo proprietário e segundo por que os times de Ponta Grossa treinam nessa faixa de horário durante a semana, no geral. Mas isso foi uma proposta inicial que vai mudar de acordo com as demandas”, esclarece o coach.

Um primeiro contato do ginásio com equipes universitárias já foi feito, colocando o ginásio a disposição de equipes que querem evoluir com técnica e segurança, mas não teve um bom retorno: nenhum time se interessou. “Todos eles acharam o valor caro. Por 300 reais por mês, a equipe tem direito a um treino de duas horas por semana e por 500 reais por mês, dois treinos de duas horas por semana. Nesse caso, seria R$ 32,00 por hora usando o cheerfloor e toda a estrutura”, explica.

Treinos adiados

Embora a expectativa de toda a equipe fosse grande para treinar em um espaço novo, assim como em muitos outros ginásios do país, os treinos do Rebellion precisaram ser suspensos devido à pandemia de coronavírus. “O ginásio tem uma grande responsabilidade, como qualquer outro estabelecimento que gera aglomeração. Eu também tenho meu lado como empreendedor e estou sendo penalizado, mas eu me sinto responsável pela saúde dos atletas e acredito que a quarentena é a melhor opção para evitar o pico de contágio, ao contrário do que vem acontecendo e sendo disseminado pelo governo”, destaca o head-coach.

Enquanto o espaço novo em folha não pode ser usado, a equipe mantém os treinos virtuais. “A gente está fazendo treinos on-line para os atletas não ficarem parados e, por mais que isso sirva como uma medida paliativa, não implica em manter o mesmo rendimento e a mesma qualidade de preparo físico. Mas ainda é muito melhor do que ficar parado”, destaca.

 

 

Em relação ao desempenho da equipe, ele acredita que se as atividades forem retomadas entre maio e junho, não causará tantos danos no rendimento. Porém, se os treinos só puderem ser restabelecidos após o mês de julho, eles serão bastante penalizados. João defende, também, que todos os campeonatos devem ser adiados. “Todos eles, independente de tal campeonato querer ser feito esse ano ainda. Eu acho que isso não é bacana. Se todos forem adiados, todo mundo consegue se preparar para os regionais e nacionais. Eu acredito que todos os campeonatos regionais deveriam conversar junto com os nacionais para que não haja conflitos de datas e que os times consigam se preparar para todos eles sem problemas”, finaliza.

Texto: Letícia Conde (C1C SP)
Produção: Juliana Dória (C1C BA)
Revisão: Isabella Boddy (C1C PR) e Edu “Minigui” Lima (C1C RJ)

 

 

 

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