Elite All Star é o primeiro ginásio a reabrir no Rio de Janeiro

Quase cinco meses depois do fechamento dos ginásios em todo o Brasil por causa da pandemia do Sars-CoV-2, o ginásio do Engenho de Dentro fez treino-teste no último domingo, 02/08.

Em momento de ampla reabertura no Rio de Janeiro, o Elite All Star é o primeiro ginásio a seguir as academias e abrir as portas para práticas de atividades relacionadas ao cheerleading. O treino reuniu 18 atletas no Clube dos Securitários, onde a equipe treina desde 2018.

 

O encontro foi um teste realizado pelo coach e dirigente do ginásio, Cauê Souza, que comandou um treino de físico e tumbling. “Foi um treino teste para todos os lados: para mim, como coach, para o ginásio, para o clube, com as novas regras, e para os atletas, com tantas restrições. É um estilo de treino com adaptações”,  conta ele. 

 

A gestão do ginásio decidiu fazer o teste após a liberação municipal para o funcionamento de academias e seguiu as indicações gerais: “Tomamos as medidas de segurança que todos já conhecem. Cada atleta tinha a sua própria estação de treino separada e antes do início dos exercícios ele mesmo higieniza o tatame. Bastante álcool gel à disposição, solução para limpeza de tatames, medição de temperatura na chegada e o uso de máscaras obrigatório durante o treino. Proibi o compartilhamento de garrafas d’água também, algo bastante comum em treinos”, relata Cauê.

 

Gradual e com cuidado

O ginásio reabre após um mês do início do plano de flexibilização no Rio de Janeiro e 11 dias depois da publicação do decreto n 47.176, publicado no Diário Oficial de 22 de julho, que autorizou a reabertura de “centros de ginástica e estabelecimentos similares”. A filial do Elite em Volta Redonda, onde o ginásio  treina sua equipe Coed nível 2, o Steel Diamonds, segue fechada, respeitando a orientação da prefeitura da cidade.  “Acredito que gradualmente os ginásios começarão a reabrir, seguindo os protocolos e restrições da sua região”, destaca o coach, que considerou o resultado positivo.

 

Amanhã, 09/08, o ginásio deve voltar a abrir. “Queremos abrir nesse fim de semana, mas como é dia dos pais, ainda estamos estudando se vale a pena. São poucas pessoas e há custos envolvidos”, explica. Os treinos não são fechados para os atletas do Elite All Star, mas abertos para todos os atletas que querem voltar aos poucos para a prática do esporte nesse momento.

 

Cauê explica que não é um treino de cheerleading de fato, já que o distanciamento impede a subida de stunts: “Teremos muito condicionamento físico, tumbling, muita coisa individual que é o que dá pra fazer agora. No momento, não temos a intenção de fazer um treino de cheer”, explica. Recém-formado em Educação Física, Cauê conta que nesse último semestre da formação muitos eventos virtuais foram dedicados aos treinos durante a pandemia, como retornar ao mercado de trabalho com segurança etc. “Foram aulas, palestras e debates sobre nossa atuação nesse momento de pandemia. Fizemos vários estudos sobre o assunto e toda essa informação me ajudou bastante a pensar esse retorno do Elite e do meu trabalho. Me deu um pouco mais de discernimento do que fazer e como fazer”, explica.

COVID NO RIO EM 08/08
14.070 mortes — eram 14.028 mortes em 07/08
178.524 casos confirmados — eram 175.696 casos em 07/08
42 óbitos 2.828 casos confirmados em 24 horas
159.372 pacientes recuperados – eram 156.785 em 07/08

É seguro?

Com a diminuição acelerada do isolamento social no Rio de Janeiro, a reabertura é cada vez mais ampla. Embora as curvas de contaminação e mortes sigam em um platô de mais de mil mortes por dia – devemos alcançar os 100 mil mortos pela Covid-19 nesse fim de semana -, no Rio os números estão em queda desde o meio de junho. Avançando para a quinta e última fase da abertura planejada pela prefeitura, o estado do Rio tem uma média móvel de 79 mortes por dia causadas pela Covid-19, e apresenta tendência de queda, de acordo com dados de 07/08. Na sexta, a Secretaria de Estado de Saúde registrou, em 24 horas, 87 óbitos e 1.632 novos casos.

 

Um dos desafios que devem ser enfrentados nesse momento é a imposição do distanciamento aos atletas. No último domingo, eles subiram stunts durante o treino, quebrando as regras de distanciamento. A atividade não foi parte do treino oferecido pelo Elite: “O treino que foi passado para os atletas por mim foi totalmente individual, sem contato. Quando alguns me pediram para fazer stunts, pedi que mantivessem suas máscaras durante. Acredito que todos que estavam ali são responsáveis por si mesmos, afinal todos eram adultos. Alguns que quiseram fazer stunts fizeram durante o tempo livre, outros mantiveram distância e continuaram treinando individualmente”, conta Cauê.

 

Tateando, em momento ainda de incertezas, o ginásio deverá ser observado pelos demais ginásios cariocas, alguns já com planos de reabertura ainda para esse mês. Os resultados do Elite devem ajudar nessa decisão. “Não tem receita de bolo. A gente vai errar e acertar, mas com cuidado, estudo e informação acredito que conseguimos seguir no caminho mais correto”, finaliza Cauê. 

 

Fonte: G1 a partir de dados da Secretaria Estadual de Saúde.

 

Texto: Rodrigo Mariano (C1C RJ)

Produção: Gabre Oliveira (C1C SP)

Revisão: Isabella Boddy (C1C PR); Beatriz Melo (C1C RJ)

Arte da Capa: Rodrigo Mariano (C1C RJ) e Kevin Henriques (C1C RJ)

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