IASF e USASF: as (muitas) diferenças entre os códigos do esporte

Pyter Arêas – árbitro de cheer e membro da diretoria técnica do C1C

Como em todo esporte, as regras que regem as disputas do Cheerleading Atlético são muito importantes. Como um esporte relativamente novo, no entanto, a confusão é comum e não é à toa. 

Apesar de serem bem parecidos, o sistema de segurança da International All Star Federation – IASF é um pouco mais liberal que o da United States All Star Federation – USASF, o que ocasiona no fato de que elementos que são legais para determinados níveis pelo IASF sejam ilegais para o mesmo nível no USASF e não apareçam nas tabelas de elementos da Varsity. O resultado são confusões em competições, com jurados querendo dar ilegalidades em determinados movimentos por serem ilegais pelo USASF, e consequentemente pelo Varsity.

As diferenças entre os regulamentos começam a partir do nível 3. Os níveis 1 e 2, que são de formação de base, possuem as mesmas regras, tanto no IASF quanto no USASF.

Vamos, então, ver as diferenças separadamente.

 

Um papo necessário

Para quem quer entender de fato o esporte que pratica, falar sobre as diferenças entre os códigos de segurança é importante. Só assim podemos entender em termos de construção e composição de rotinas que as possibilidades de execução de elementos vão muito além daquelas descritas em uma tabela como a do Varsity. Justamente porque esses elementos, por estarem no limite de permissão do nível, promoveriam mais possibilidades de dificuldade alta, ou elementos elite, como chamados pelo Varsity.

Observar essas diferenças também nos mostra que ver uma equipe realizando determinado elemento em uma competição não quer dizer que aquele elemento seja legal para o nível como um todo, já que é preciso entender em qual Categoria e Divisão ela está competindo. E vai além: também levanta o debate sobre o próprio sistema de pontuação utilizado. Não é simples, mas não tem como fugir.

Por aqui, a entidade que representa a autoridade do esporte, a International Cheer Union (ICU), está atenta ao debate. O assunto é tema do curso de arbitragem da União Brasileira de Cheerleading (UBC) que está acontecendo. Segundo o presidente, Felipe Leal, um dos motivos para a realização do curso foi a orientação das entidades latino-americanas de cheerleading para que paremos de usar o USASF no Brasil, adotando o IASF como o nosso código para as arbitragens. A decisão tem ganhado espaço e vem tomando forma de padronização. Nos acostumaremos.


Revisão: Isabella Boddy (C1C PR) e
Gabriela Rapp (C1C GO)

Instagram did not return a 200.