O retorno brilhante das garotas de diamante

A temporada de 2019 foi excitante para o Lady Diamonds. A equipe All Girl do Elite All Star voltou aos tatames depois de um hiato de três anos. O retorno culminou no ouro no Campeonato Brasileiro. Cauê Souza, proprietário – e coach – do Elite, conta um pouco da história que levou seu time feminino ao topo do pódio do Campeonato Brasileiro.

O plano era que elas estivessem lá desde o início: “Quando criei o Elite, em 2015, a intenção era ter duas equipes: All Girl e Coed”, conta Cauê. Apesar do forte desejo do  coach, o Lady não chegou para ficar num primeiro momento, vindo a brilhar pelo Elite apenas no segundo ano do ginásio.

“Tivemos o tryout em 2016, apareceram várias meninas e aí sim conseguimos formar de fato duas equipes no Ginásio. O Lady Diamonds se firmou durante o ano e competimos o Cheerfest.” Cauê também relata que apesar de não terem alcançado o primeiro lugar, o resultado foi bem satisfatório em relação a evolução aos times All Girl, que na época eram poucos, e foi um passo a frente para o Elite.

Com baixas sofridas no ginásio na rotatividade de atletas nas duas temporadas seguintes, a equipe ficou em stand by aguardando pacientemente seu ano de retorno aos tatames. E em 2019 ela voltou com força total.

Brilhando novamente
“Logo depois dos tryouts em 2019, eu enfiei na minha cabeça que queria de volta o nosso time All Girl, independente de nível ou de ganhar ou perder”, lembra o coach. O número de atletas interessadas no início do ano deu força à ideia. Baixas durante o ano aconteceram e impactaram o time, mas não o suficiente para impedir sua presença nas competições da temporada.

“O time ficou bem pequenininho. De 25 meninas que tínhamos no início da pré-temporada, competimos apenas com 13 delas”, relata Cauê. Mesmo em quantidade reduzida, elas não deixaram a peteca cair. “Sempre fui otimista e positivo, falando que iriamos competir com 10, com 5, com 8, com 11, com o que fosse … mas a gente ia levar nosso time para o campeonato … e foi o que nós fizemos. Sabíamos que iríamos fazer bonito e que, independente da colocação ou do resultado final, iríamos fazer um trabalho bem feito”.

Fora dos tatames, o Elite acompanhou o Campeonato Carioca de perto, das arquibancadas. O foco do ginásio na temporada eram os campeonatos nacionais. Com seu primeiro contato com o cheer mat no mesmo lugar onde sua antiga geração pisou pela última vez, a dedicação do Lady compensou no Cheerfest Supernational e elas levaram a prata pra casa.

 

 

Lugar mais alto do pódio
Apesar de ter ficado nas nuvens com o resultado e com a dedicação da equipe, o coach rebate: “A sensação de estar no topo é muito boa, mas eu sempre falo para os meus atletas que o resultado de um campeonato não é a única coisa boa que uma temporada traz. A evolução individual dos atletas, do Lady Diamonds em si, das equipes como um todo, do ginásio, das skills … Isso tudo indica que foi um ano de sucesso e não só apenas resumido a uma medalha de ouro. O primeiro lugar é apenas a cereja do bolo”.

Não só o próprio Cauê tinha muita coisa para contar sobre a equipe, mas também o atleta Fígaro Guilherme, que atuou como assistente na temporada de retorno das meninas.

“Todo o esforço que tive ao longo do ano para estar à frente delas, passando toda a técnica que eu tinha pra oferecer e ajudando o Cauê, valeu muito a pena. O ouro no Brasileiro é algo que nunca pensei que conquistaria – como coach assistente – antes de assumir o Lady Diamonds.” E ele finaliza: “Provavelmente 2020 vai ser meu último ano na minha breve carreira de coach de Cheerleading, e uma das experiências mais marcantes que tive ao longo dela foi à frente das meninas.”

Elas voltam em 2020/21?
Apesar do cenário incerto causado pelo Coronavírus, que está afetando duramente o país e o mundo, Cauê é otimista com o presente e o futuro do time. Ele destaca que as “meninas de diamante” vinham treinando desde fevereiro até as suspensões de atividades em virtude da quarentena.  Na próxima temporada, o foco é participar de todos os campeonatos no fim do ano, principalmente os nacionais.

“Depois do Coronavírus, os treinos voltam ao normal, firme e forte, com muita dedicação. Vamos ver até onde podemos chegar esse ano, que tudo depende de vários fatores, mas o futuro a Deus pertence”, finaliza Cauê.

 

 

Texto e produção: Daniella Espíndola
Revisão: Isabella Boddy 

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