Partner Stunt: Destrinchando rotinas vencedoras

IAGO BASTOS
EQUIPE CHEER ONE CHANNEL

Não faz muito tempo que um cupie ou lib eram elementos diferenciais tanto para base como para flyer. Quem está no cheer há pelo menos quatro anos sabe do que estou falando. Hoje, porém, são elementos básicos que qualquer aspirante a partner, sob uma boa orientação, consegue aprender durante a temporada.

Nossa modalidade vem crescendo não somente em quantidade como em qualidade. O número de duplas cresce e o grau técnico dos stunts apresentados também. Mas como saber em que patamar o partner stunt brasileiro se encontra atualmente?

 Na maior parte do ano, treinamos “às escuras”, desenvolvendo skills que nos parecem legais ou desafiadoras. Só que cada vez mais estamos adentrando numa era de profissionalismo, competição e rendimento acelerado e a falta de um parâmetro global causa certo desconforto.

Se vez ou outra passa pela sua cabeça: “Bom, eu sei o que eu tenho que fazer para me destacar no meu time, mas e para me destacar na cidade… no estado… no país? “, “Será que eu e meus companheiros estamos num nível avançado?” Talvez a gente possa te ajudar com isso.

Estaremos acompanhando diversas duplas de partner pelo Brasil e descobriremos o que a galera está buscando e como estão evoluindo. Afinal, através da informação cria-se motivação e metas mais concretas.

Cenário Competitivo
Destrinchando a rotina apresentada por algumas duplas que conseguiram conquistar os principais campeonatos que rolaram ano passado, nota-se o seguinte:

Nível 4 (Cheerfest e UBC)
As rotinas foram compostas por:

 . 3 subidas (Renan&Bianca fizeram mais uma subida de reload no total de 4) 

. De 3 a 5 elementos de transição

. 3 desmontes 

Os elementos mais recorrentes foram:

Subidas: Switch Up; Ball Up

Transições:  Full Around; Avião; TicToc (Cima p/ Baixo)

Desmontes: Pirueta da figura; Double down da prep

Se fôssemos montar uma rotina típica vencedora do nível 4 apresentado ano passado, teríamos algo assim:

Walk in pro lib one hand; TicToc de cima pra baixo; (sai do lib para 2 pés); Double Down da prep
Ball Up pra extensão; Cupie; Prep e Full Around pra extensão; Berço de alguma figura
Switch Up ; Avião; Pirueta (do avião)

Se você e seu/sua partner quiserem chegar nesse ano pra disputar o título do nível 4 aconselho fortemente a dominar essa rotina.

*Considere como transição todos os elementos executados entre uma subida e um desmonte
*Pops simples não foram considerados como desmonte

Open e Nível 6 (Carioca, Brasileiro e Cheerfest)

As rotinas foram compostas por:

. 4 subidas

. De 3 a 4 elementos de transição

. De 3 a 4 elementos de desmonte

Os elementos mais recorrentes foram:

Subidas: Toss Cupie; Front Up; Full Up; Ball Up
Transições:  TicToc (cima p/ cima); Avião; Heel
Desmontes: Mortal p/ Frente; Pirueta da figura

Se fôssemos montar uma rotina típica vencedora do open apresentado ano passado, teríamos algo assim:

Front Up pra extensão; Lib e TicToc de cima pra cima; Heel; Pirueta do Heel

Full Up pra extensão; Cupie e TicToc de Cupie  (pode ser um pop over ou um power press); pop e Ball Up reloaded pra extensão; Mortal pra frente e Berço

Toss Lib one hand; Avião; Dupla pirueta do avião
Se você e seu/sua partner quiserem chegar nesse ano pra disputar o título da categoria aberta aconselho fortemente a dominar essa rotina.

*Considere como transição todos os elementos executados entre uma subida e um desmonte

*Pops simples não foram considerados como desmonte

As sequências ali montadas são uma tentativa de mostrar por onde o partner tem evoluído e quais os elementos mais desafiadores de se colocar numa rotina. E lembre-se, mesmo após aprender uma skill, veja como ela se encaixa na rotina. Dominar uma sequência inteira é bem diferente do que executar um elemento em separado.

E aí, o que vocês acham? Concordam com as rotinas? Trocaria algum elemento ou trocaria tudo? Quantas dessas skills vocês já têm no bolso? Marque a/o @partner e responda nos comentários! 🙂

[hoot_button url=”http://cheer1.com.br/2018/01/26/partner-stunt-vida-a-dois-no-tatame/” target=”self” size=”medium” align=”center” color=”accent”]Leia também “Partner Stunt: Vida a dois no tatame”[/hoot_button]

Seguindo adiante na investigação sobre os trilhos do PartnerBR, uma dupla em especial foge quase que totalmente ao escopo do que fora analisado. Ao passo que subidas invertidas raramente apareceram no ano passado (apenas Erik & Lorena e Reember & Carol apresentaram invertidas) esse casal fez 2 subidas, 1 transição de invvertida e 1 rewind durante a apresentação da sequência com o mais alto grau de dificuldade alcançado em solo nacional. E ao que indica a tendência esse ano é de que mais duplas busquem skills similares. Quem gosta e acompanha a modalidade vai saber que estou falando de Alê e Leila. E é deles que falaremos na próximo artigo. Até lá!

 

*Iago Bastos é atleta do Elite All Star

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