Partner Stunt: Vida a dois no tatame

IAGO BASTOS
EQUIPE CHEER ONE CHANNEL

Ao longo da vida todos experimentam diversos tipos de relações: amizade, amorosas, de trabalho ou familiar. Me atrevo a dizer – e somente quem é cheerleader pode me entender – que a relação entre base e flyer nãos se enquadra exatamente nessas relações tão conhecidas e comuns na vida de todos. Não há ainda um nome para descrever o tipo de sentimento e a relação que conectam uma flyer a sua base.

Uma dupla de partner, para ser bem-sucedida e evoluir continuamente, precisa desenvolver uma conexão que será somada a uma carga intensa, extensa e exaustiva de treinos. Acompanhar mais de perto a rotina de treinos daqueles que se dedicam a essa modalidade extremamente desafiadora e apaixonante é algo necessário para captar o cheerleading em sua totalidade. A partir desse mês, passaremos a acompanhar a modalidade, trazendo panoramas técnicos e registros da evolução dos atletas. E para um primeiro passo, nada melhor que um pouco de história.

Não seria um trabalho simples desvendar quem cravou o primeiro walk in em terras tupiniquins, mas em qualquer roda de cheerleaders, quando se pergunta quem foram os primeiros partners do Brasil, logo dois nomes vêm à tona: Igor Domingues e Wendy Simão. Ainda que não tenham sido os primeiros de fato – Igor já tinha competido com outra flyer em 2014 – eles foram os primeiros a ganhar notoriedade nessa modalidade. Eles foram responsáveis por influenciar toda uma geração de partners que surgiriam à frente e difundir a modalidade, sobretudo em São Paulo e Rio de Janeiro.

O partner foi o primeiro contato de Wendy com o cheer, em 2015. Já Igor, que sempre foi um atleta de esportes individuais, sentiu dificuldade para se adaptar nas categorias de time. Então, em 2013, quando esbarrou nos vídeos sobre a modalidade lá fora, não conseguiu mais largar. Na mesma época, Leandro Rente – hoje técnico da Marvel All star e do Team Brazil – havia acabado de retornar de uma temporada na Austrália. Entre apresentações, Leandro praticava algumas técnicas de partner. Igor acreditou que era possível e foi atrás.

O casal já não disputa na categoria, mas seu legado segue cada vez mais forte. Conversamos com eles e o papo rendeu a entrevista que você pode ler clicando aqui.

Escrever sobre partner sem citar um colombiano que também marcou história na categoria seria injusto. Reember Cano talvez seja o partner mais experiente em atividade no Brasil em atividade. Ele continua sendo considerado um monstro no tatame, figurando entre os limit breakers da modalidade. Ele começou, como muitos de nós, na ginástica acrobática. Tentou o Rio All Stars, mas não teve resposta e acabou elegendo o Fierce como seu time no Brasil. De lá para cá, Reember se firmou como um grande nome da modalidade, que ganhou bastante da experiência colombiana através dele.

A categoria segue crescendo no país mas, até agora, poucos se dedicam de fato a ela. Essas duplas de atletas vêm buscando difundir o partner não só em treinos, mas também em competições. E lembrar deles é sempre legal. Por isso, preparamos a tabela abaixo, com as duplas mais bem colocadas de programas All Star brasileiro. Esses e essas atletas são alguns dos que hoje levam aos campeonatos nacionais um pouco do que é uma vida a dois no tatame.

OBS. Se você deveria, mas não está aí, não deixe de entrar em contato com a gente!

*Iago é atleta do Elite All Star.

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