Pesquisa: quanto cresceu o cheer até 2020?

Em nova pesquisa, o Cheer One Channel traz dados sobre o crescimento do cheerleading na temporada 2019/20. Para chegar a uma estimativa realista do crescimento do esporte, a equipe focou na divisão All Star em todo o Brasil.

Iago Bastos – Diretor de Estratégia do C1C

A expansão do cheerleading até a última temporada esteve visível aos olhos de todos. Um dos indicativos que exemplificam melhor esse movimento é o crescente número de atletas recrutados pelos ginásios, inclusive exigindo que equipes All Star invistam pesado em infraestrutura para conseguir absorver todo esse novo contingente. Em nova pesquisa, o Cheer One Channel traz alguns dados a fim de esclarecer melhor esse processo: ao quantificar algumas variáveis importantes, é possível obter uma dimensão mais exata e concreta daquilo que é apenas intuitivamente possível saber.

O cotidiano do cheerleading acontece dentro dos ginásios e esses, por sua vez, existem com a finalidade última de competir (em via de regra). Por isso, foi computada a quantidade de atletas que competiram pelos ginásios em cada temporada. De modo geral, equipes da divisão universitária são muito instáveis, por isso, optou-se por analisar equipes somente da divisão All Star. Além disso, os ginásios escolhidos já eram marcas bem consolidadas à época da primeira coleta e hoje figuram entre os ginásios mais antigos do país.

Uma vez que a intenção é dimensionar o movimento geral de expansão do número de atletas no cheer, faz sentido escolher ginásios tradicionais como grupo amostral, porque eles costumam estar em maior sintonia com o contexto geral do cheer. Um ginásio novo pode ficar badalado de um ano para o outro e receber muitos membros novos ou pode se dissolver de uma hora para outra.

Justificado os parâmetros, vamos aos números:

Observa-se que a maioria dos ginásios conseguiu se expandir por dois anos consecutivos e mesmo aqueles que não conseguiram – Marvel e Elite – ainda assim lograram um aumento expressivo em um dos anos. Todos conseguiram uma expansão de dois dígitos em pelo menos um dos anos.

O quantitativo total de atletas aumentou substancialmente nos dois anos.

 

 

 

 

Os gráficos acima deixam evidente uma possível tendência: os ginásios localizados na faixa de 60 a 80 atletas possuem variações mais sutis. Existe uma gama de fatores que vão interferir no tamanho de um ginásio, a estratégia é um deles. Talvez exista um possível tamanho ótimo de acordo com as categorias existentes no país. Será que já temos ginásios com esse “número de ouro” ou ainda veremos expansões significativas?

 

Considerando os dois últimos anos, todos os ginásios obtiveram ganhos expressivos, alguns chegando a dobrar de tamanho. O total acumulado de atletas nos 7 ginásios aumentou em mais de 60%.

Quantos somos?

Ao tomar consciência desses números, é quase automático que se questione o número total da nossa comunidade. O Cheer One Channel ainda não tem essa informação, mas podemos fazer uma projeção.

Atualmente, são 43 ginásios espalhados de norte a sul registrados na nossa base de dados. É possível considerar que 30 deles sejam de pequeno porte, com uma média mínima de 12 atletas em cada. Para os outros ginásios de médio/grande porte, 7 deles já estão computados nessa pesquisa e para o resto é possível estipular uma média conservadora de 30 atletas por ginásio.

São cerca de mil pessoas apenas em ginásios All Star. Quanto aos times universitários, nossas estimativas chegam a mais de 600 equipes. Ainda é prematuro fazer uma projeção, é verdade, mas a primeira tentativa realista precisa ser feita. Fechamos a nossa com um cheerleading brasileiro composto por cerca de 7 mil a 10 mil adeptos em 18 estados da federação.

Texto: Iago Bastos (C1C RJ)

Revisão:  Gabriela Rapp (C1C GO), Beatriz Melo (C1C MG) e Isabella Boddy (C1C PR)

Arte da Capa: Rodrigo Mariano (C1C RJ)

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