Team Brazil in love

Muitos sonham em um dia poder representar o cheerleading brasileiro no mundial de times, mas já pensou em como seria fazer isso ao lado do mozão? Nesta matéria especial do dia dos namorados trazemos curiosidades de alguns casais que já passaram pela seleção brasileira e algumas de suas histórias emocionantes pra aquecer o coração!

NAYARA E GABRIEL

Nosso primeiro casal da lista não poderia ser diferente, Nayara Araújo e Gabriel Rogoni não só foram o primeiro casal a competir juntos pela seleção brasileira como também se tornaram coaches do Team Brazil All Girl desde seu surgimento em 2018. A parceria entre os dois não para por aí, juntos eles comandam vários times universitários pelo país e um dos maiores ginásios All Star do Brasil, com participação de destaque internacional, o Arkhaios. “Nós dois somos coaches do Arkhaios e também temos vários times universitários, então, na maioria das vezes nós trabalhamos juntos, mas também temos alguns times separados que disputam um contra o outro nas competições”, diz Nayara.  

Ela conheceu Gabriel por meio de um intercâmbio que fez para o Canadá e seu namoro com ele já soma seis anos. Diferentemente de Nayara, Gabriel nunca teve experiência com o cheerleading até poucas semanas antes de entrar para a seleção brasileira de 2015. Na verdade, ele era atleta do motocross e se aposentou da modalidade em função de um rompimento de ligamento cruzado para o qual já havia feito duas cirurgias. “A trajetória da primeira seleção brasileira foi super difícil, perdemos muitos atletas, e como ele ia sempre e já estava familiarizado com a rotina decidiram testá-lo. Na seleção dele, ele fez um stunt base quádrupla, um toss prep e extensão de base dupla”, conta Nayara. Ela também lembra que fizeram um teste de quantas extensões o Gabriel conseguiria fazer pra avaliar sua força pois ele iria entrar como base traseira de um stunt base quádrupla. “Daí ele acabou entrando porque realmente não tinha outra pessoa que pudesse fazer a substituição”, completa.

Nayara competiu pelo Team Brazil como flyer nos anos de 2015, 2016 e 2017. Gabriel compete pelo Team Brazil como stunter desde 2015 e esteve presente em todas as edições desde então. 

Em relação à experiência de seu primeiro mundial, Nayara conta: “lembro que foi muito surreal, a gente ficou muito perdido, acho que só no segundo, terceiro ano competindo pela seleção que a gente começou a perceber melhor as coisas. Mas mesmo estando perdidos não tem como dizer que não é um sonho, não só pelo mundial e pela competição, mas pelo momento, pelo evento, pela troca cultural, pela Disney, pela viagem, por vestir o uniforme da seleção brasileira”.

A head coach do Team Brazil All Girl nos fala sobre a dinâmica do casal para comandar a equipe: “muitas vezes em que eu estou desesperada e entrando em pânico ele (Gabriel) consegue colocar as coisas no lugar e ver tudo com uma visão mais ampla e mais fria, ele consegue me colocar no trilho e isso acaba passando para as meninas, elas acabam vendo nele essa força, essa firmeza e acreditam que vai dar certo”. Ela conta que Gabriel é quem muitas vezes desempenha o papel de colocar a galera pra cima.

 

BABI E MUNDINHO

O segundo casal vem da terra do “pomdiqueijo”, mais especificamente de Uberlândia. Babi Lamonier e Marco Túlio Mundim ou “Mundinho” são casal há quatro anos, se conheceram na UFU por meio do curso de engenharia civil e agora estão NOIVOS! (O pedido aconteceu em uma ocasião íntima, não teve carro de som no meio do campeonato, caso vocês estejam se perguntando).

Ambos passaram uma extensa temporada no cheerleading universitário – go Sexy Lions, go go Sexy Lions! –  e em 2018 entraram no universo all star com o surgimento da Bravo! Cheerleading. Em entrevista, Babi conta: “Eu treinava e às vezes ele (Mundinho) estava junto assistindo ao treino, com o tempo ele foi se interessando. Eu nunca o chamei pra entrar na equipe porque achei que ele não tinha interesse, mas um dia, por conta própria, ele me disse que estava com vontade de treinar. Conversamos com o treinador que autorizou que ele começasse a treinar na equipe e com o tempo ele foi tomando gosto”.

Babi foi flyer e tumbler e Mundinho foi base e tumbler ambos da equipe Coed da seleção brasileira convocada para o mundial de 2019. Os dois foram do mesmo stunt!

Babi e Mundinho atuaram juntos na histórica participação brasileira de 2019 que rendeu ao país um quarto lugar. Sobre a jornada até o mundial, ela relata: “compartilhamos muitos sentimentos, o nervosismo, as dificuldades que a gente passou, os momentos de alegria e estávamos o tempo todo juntos, é muito bom você ir pro mundial tendo um parceiro com a intimidade que um namorado e uma namorada têm”. Sobre o impacto que Mundinho teve na sua experiência em competir pela seleção, Babi complementa: “o Mundinho é uma pessoa muito calma e eu já sou uma pessoa mais ansiosa, como ele me entendia muito bem, sabia exatamente o que precisava dizer pra me acalmar”.

 

JAC E XANDY 

O terceiro casal vem da cidade com maior número de tumblers por m², Jac Adami e Alexandre Araújo se conheceram há dois anos em Brasília e namoram há mais ou menos um ano. Jac atuou em todas as edições da seleção brasileira em mundiais e Xandy teve sua primeira participação em 2019: “lembro que em 2018 ele (Xandy) estava assistindo à seleção competir no mundial, mandando mensagem de parabéns pra equipe e um ano depois estava lá, dividindo aquele sonho comigo”, diz ela. 

Sobre a experiência de competirem juntos, Jac destaca que todas as edições do Team Brazil de que fez parte foram especiais, mas que a edição de 2019 foi a mais difícil pra ela, e ter Xandy ao seu lado fez total diferença. Ela complementa dizendo que o Team Brazil Coed 2019 certamente teve muita importância em seu relacionamento. Xandy comenta que a experiência de Jac na seleção o ajudou bastante a lidar com os desafios da rotina do Team Brazil e a não deixar a pressão de errar tomar conta.

Jac foi flyer nas edições de 2015 a 2019 da equipe Coed da seleção brasileira e Xandy foi base e tumbler da equipe Coed da seleção brasileira de 2019. 

Jac, que atualmente mora no Rio de Janeiro, tinha planos pra se mudar para Brasília que foram adiados devido à pandemia: “agora está sendo muito mais difícil, porque antes, pelo menos, a gente conseguia se ver às vezes: eu ia pra Brasília ou ele vinha pro Rio, mas por conta da quarentena, nem isso estamos fazendo, não nos vemos há meses”. Xandy também concorda que a distância é uma das maiores dificuldades do relacionamento dele com Jac, mas também enxerga o lado positivo da situação: “como a gente não pode estar sempre se vendo e estando juntos, isto fortalece o sentimento de amor pela outra pessoa e a vontade de querer fazer dar certo. A distância nos fez criar um vínculo maior e nos proporcionou amadurecer em muitos aspectos como casal”.  

 

KEVIN E GIANY

Nosso último casal da lista se conheceu em 2017, durante o casamento de amigos que tinham em comum no qual Kevin Henriques foi padrinho e Giany Ferreira foi madrinha, porém, os dois só foram se aproximar de verdade em 2018, a partir dos treinos da equipe Trinity Cheer Sports. 

Foto: Julia Lemos

Kevin competiu pela seleção brasileira nos anos de 2018 e 2019 na equipe Coed e Giany competiu em 2019, pela equipe All Girl. Ela conta que era bem complicado para o casal se ver nos finais de semana durante a temporada de Team Brazil, tanto por conta da intensidade dos treinos como pelo fato de que as equipes Coed e All Girl treinavam no mesmo horário, porém em locais distantes um do outro: enquanto Kevin treinava em Niterói, ela treinava no Grajaú.  

Em relação à experiência do mundial, a atleta conta: “foi nossa primeira viagem internacional e eu acho que foi muita emoção junta. Acho que viajar com ele fez tudo ser melhor, o Kevin é muito meu parceiro pra tudo, sabe? Sempre foi meu sonho conhecer a Disney, teve dia que ele ficou doente na viagem, mas mesmo doente ele encarou a fila pra ver a Cinderela só porque eu queria muito”. Kevin também concorda que a presença de sua companheira foi essencial: “ter a companhia dela fez mudar tudo! Desde a chegada no aeroporto até a vinda pro Brasil. Foi bem legal e diferente a experiência com e sem ela, ela fez rotas, contou tempo nos brinquedos da Disney, viu mil vídeos de tudo o que valia a pena, enquanto  em 2018 eu só fui”, diz rindo. 

Giany foi base da equipe All Girl da seleção brasileira de 2019 e Kevin foi stunter nas edições de 2018 e 2019 da equipe Coed da seleção brasileira.

Na hora da apresentação Giany conta que fica muito apreensiva ao assistir ao companheiro competir: “toda vez que ele entra pra competir eu travo inteira, no mundial foi mais ainda”. Kevin destaca o apoio que recebeu de Giany nas horas críticas e conclui que assistir, torcer e ouvir alguém torcendo pra você, fez toda a diferença. 

Texto: Fernando Maia (C1C MG)

Produção: Fernando Maia (C1C MG) e Nicole Goldstein (C1C RJ)

Entrevistados: Nayara Araújo, Bárbara Lamonier, Jac Adami, Alexandre Araújo, Giany Ferreira e Kevin Henriques

Revisão: Gabriela Rapp (C1C GO) e Isabella Boddy (C1C PR)

Foto de capa: Kevin Henriques (C1C RJ)

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