Campeonato Carioca dá a largada na temporada dos times do Rio

O Campeonato Carioca de Cheerleading, que aconteceu no dia 25 de novembro, no ginásio Caio Martins, em Niterói, provou algo incontestável: o cheer brasileiro evoluiu. E o campeonato, como não podia deixar de ser, evoluiu com ele. Os grandes ginásios cariocas levaram para o tatame rotinas de alta qualidade, boa parte delas assinadas por atletas de times dos Estados Unidos e América Latina. Os times universitários, com coaches de peso e atletas cada vez mais dedicados, fizeram bonito. Pouquíssimas quedas de stunt, pirâmides memoráveis, danças incríveis. Qualidade técnica indiscutível em cada movimento e níveis de dificuldade e execução tão próximos nas rotinas que era impossível, ao longo da competição, apontar favoritos nas categorias. Todos estavam na corrida e tinham chance de chegar ao ouro, exatamente como todo amante do cheerleading esportivo gosta: a garantia de vitórias pela precisão e não por erros de adversários.

Acompanhando essa disputa, cerca de 850 pessoas encheram as arquibancadas em frente ao tatame do Estádio Caio Martins. Eram parentes, amigos e membros das atléticas dos 400 atletas que se enfrentaram pelas medalhas. A eles se somaram cerca de 400 pessoas que passaram pela live do Cheer One Channel ao longo do dia. Para atender a todos da melhor forma possível, a logística foi grande. Parte da staff do campeonato passou a noite de véspera em um apartamento alugado nos arredores do Caio Martins. A outra parte chegou na manhã do domingo, completando uma equipe de cerca de 50 pessoas que trabalharam mais de 12 horas para garantir que o campeonato fosse memorável para os atletas. E conseguiram.

Com o apoio da Red Bull, não faltou energéticos para os atletas durante o evento. E também não teve atleta sem maquiagem: a Maybelline montou seu estande ao lado do tatame de aquecimento e atendeu com os seus produtos as flyers e bases que buscavam um retoque para entrar lindas no tatame. Um dia memorável para a equipe, para treinadores e atletas, para todos os participantes. O Carioca de 2018, com gosto de trabalho em equipe, alcançou suas metas e solidificou ainda mais a marca no estado.

A batalha pelo ouro carioca
Os resultados do campeonato provaram a evolução conjunta do cheer brasileiro: a pontuação foi apertada, tanto no All Star, quanto nas categorias universitárias. Algumas colocações e colorações de medalhas foram decididas por um ou dois décimos.

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O ouro do nível 2 desse ano ficou com o Reign, do Royal Cheer Rio. O reinado do RCR sobre o nível 2 carioca começou com uma disputa apertada com novos times que nasceram desde a última temporada dentro dos ginásios. O dono da prata, O Elite Steel Diamonds, ficou apenas 4 décimos atrás. O bronze ficou com o Phoenix, do Arkhaios, campeão carioca do ano passado. O Trinity Cheer Sports ficou em um quarto lugar com peso de ouro, conseguindo sobreviver à pré temporada repleta de dificuldades e entregando uma rotina que surpreendeu e levantou o público. O All Girl foi um espetáculo. Pela primeira vez no nível 3, Arkhaios Dinasty e Marvel Furious Angels mostraram que darão trabalho para os times dos outros estados nessa temporada. A rotina das angelicais e furiosas atletas da Marvel correu sem falhas do início ao fim e levou o ouro carioca.

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No nível 3, outro pódio extremamente apertado. O Campeão Carioca da categoria, Marvel Rise, buscava o título com garra e, por meio ponto, o alcançou. Arkhaios Eletric ficou com a prata, mantendo a colocação da temporada 2017. Apenas meio ponto atrás dele, o Golden Diamonds, do Elite All Star, levou o bronze. O RCR Chaos levou o quarto lugar na categoria.

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Um nível 4 ansiosamente esperado foi o ponto alto da noite. Novamente, placar apertadíssimo na categoria de maior nível de dificuldade do campeonato. De volta aos tatames no nível 4, Elite Black Diamonds ficou em 4º lugar. O campeão de 2017, Marvel Legacy, ficou com o bronze esse ano. O Campeão Supernational de 2017, RCR 40º levou a prata. O Arkhaios Empire foi o grande campeão da noite. Com 6 décimos de dianteira, o time não só ganhou o título de Campeão Carioca de 2018 como garantiu, com 93,6 pontos, o Grand Champion Carioca All Star 2018. 

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Rotinas universitárias de primeira
É oficial: o Brasil alcançou nessa temporada o que lá fora já era uma realidade. O cheerleading universitário já não deve nada ao apresentado pelos ginásios profissionais. Essa base alimenta cada vez mais o esporte profissional e o empurra ainda mais para o alto rendimento, com atletas que chegam aos ginásios com muitas experiências e medalhas dentro do esporte.

Os grandes destaques do campeonato tinham cheiro de tradição. O pódio do Coed nível 2 foi composto pelo bronze do CEFET Wolves e a prata ficou com o IFRJ Under Pressure, que no ano passado levaram o ouro. Os Campeões Cariocas Coed nível 2 Universitário foi o tradicionalíssimo time Medicina UFRJ, descendente direto do primeiro time universitário de cheerleading atlético do país. Depois de contratempos pesados ao longo da pré-temporada, os vencedores do Intermed Rio comemoraram um ouro merecido depois de trazer para o tatame do carioca uma pirâmide considerada por alguns uma das melhores da temporada em todas as categorias.

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O Coed nível 3, categoria mais alta do Cheerleading Universitário carioca também foi marcado pela tradição. O Cerberus, da UFRRJ, respeitado dentro e fora do estado, subiu ao pódio para pegar o ouro que foi seu pela terceira vez, se sagrando Tricampeão Carioca em 2018. A pirâmide também é um dos grandes destaques da rotina. Um dos times que melhor representam o espírito do esporte universitário, os Dragões da UFF, acompanhado de parte de sua atlética que foi ao Caio Martins prestigiar seu time de cheerleading com faixas e gritos de guerra, levou a prata para Niterói.O CEFET Destroyers ficou com o bronze.

Por fim, o All Girl Open nível 2 foi lindamente representado pela rotina do UFFianas, da coach Jac Adami, uma das flyers mais celebradas do país.

Nos próximos posts o Cheer One Channel vai trazer as análises técnicas das rotinas com nosso consultor técnico Pyter Arêas e um apanhado das categorias individuais com Iago Bastos e vídeos com entrevistas para quem não pôde estar lá viver um pouco da experiência e para os que foram poderem guardar os registros do sucesso que foi o Campeonato Carioca de 2018.