Campeonato Carioca: uma semana e contando

A espera termina em sete dias. O campeonato profissional regional mais representativo do cheerleading brasileiro está chegando. Os times dos ginásios All Star – alguns dos mais antigos do esporte no país – dividirão o tatame com equipes universitárias tradicionais, como o Cerberus, da UFRRJ. Estreantes também farão sua primeira aparição em campeonato profissional, como o Elite Steel Diamonds, equipe nível 2 do Elite All Stars.

Muito mais que um regional, o Campeonato Carioca é o início da batalha entre os grandes ginásios cariocas pelos resultados gerais da temporada nacional. Ele apresenta o resultado do trabalho de toda a pré-temporada dos times que invariavelmente estarão nos pódios dos campeonatos nacionais. Na última temporada, por exemplo, todos as medalhas de ouro dos três campeonatos nacionais – Brasileiro, Cheerfest e UBC – ficaram com os ginásios cariocas.

Para os times, o momento de apresentar o que prepararam ao longo do ano. Para a produção, o momento da verdade, de colocar na prática o que foi pensado por meses. Com mais de 400 inscrições, todas as equipes tiveram que ser redimensionadas. Mais brigadistas, seguranças, spotters estarão presentes. A equipe de limpeza também aumentou. “A staff é grande pro dia do campeonato. O pré é todo feito por mim, mas tenho noção de que isso é a parte mais fácil. O evento só está de pé por conta do trabalho dos treinadores com as equipes e dos atletas em treinamento. Sem eles, o Carioca não seria o que é hoje”, destaca Felipe Leal, organizador do evento pela Associação Carioca de Cheerleading.

Imprevistos e projeções
Cerca de R$ 35 mil foram investidos para o Carioca de 2018. Gastos extras com advogado e contador não estão inclusos nas contas. E eles não param aí. Pòr isso, as projeções são importantes. “As maiores dificuldades são aquelas que o gestor não consegue prever. Por exemplo, no início do ano eu faço uma previsão do aumento de preços dos serviços e produtos contratados, com isso, tenho uma margem para entender o mercado e calcular a arrecadação que o evento deve receber. Quando acontece um aumento percentual fora do previsto de alguma parte essencial, vem o desafio de contornar valores criando uma forma de chegar ao objetivo”, conta Felipe.

O apoio governamental e o patrocínio de marcas poderiam ajudar a suavizar o peso das contas, mas o esporte ainda engatinha na construçlão dessas pontes no Brasil. O desconhecimento do cenário esportivo nacional e a burocracia costumam impedir o contato com o setor público. Para as marcas, o desafio é apresentar uma projeção de ganhos necessários para que uma parceria seja fechada. A busca continua: “Tenho claro que as parcerias são de extrema importância para mostrar que o esporte tem um público interessante para as marcas, que a longo prazo podem se tornar patrocinadores dos órgãos institucionais e também de equipes esportivas de Cheerleading”, destaca Leal.

Objetivo alcançado
Esse ano o Carioca será palco de grande embates. Em cinco rotinas, universitários da UFF e UFRJ disputarão o nível 2. No nível 3, Destroyers (Cefet), Dragões (UFF) e Cerberus (UFRRJ) lutarão pelo título. O cenário All Star traz grande disputa. Elite, RCR e Arkhaios se enfrentarão em todas as categorias COED, nos níveis 2, 3 e 4. Marvel estará hno tatame nos níveis 3, 4 e no All Girl, que esse ano subiu para o nível 3. As equipes se multiplicaram e o objetivo do campeonato está ao alcance. “Tenho convicção que após o primeiro Carioca em 2016, as equipes do Rio de Janeiro tiveram um crescimento enorme em quantidade de atletas em seus tryouts, pois foram mais de 500 pessoas, além dos atletas, ver o evento. E em 2017, mais ainda! Com 850 pessoas presentes, lotaram a arena, e também lotaram os tryouts. Os treinadores podem falar melhor que eu quantos atletas novos surgiram pelo empurrãozinho que foi ver o Campeonato ao vivo. Agora é só continuar o trabalho para a expansão ser maior ano a ano”, explica Felipe.