Com o Bronze, Team Brazil Coed faz belíssima estreia no Pan-americano da ICU

Mais de uma vez o projeto pareceu que não ia sair. Os desafios eram muitos, mas a vontade dos atletas também era grande. Eles e a União Brasileira de Cheerleading, representada por seu diretor Esportivo, Felipe Leal, fizeram acontecer: a Seleção Brasileira de Cheerleading volta com sua primeira medalha internacional e a Seleção Brasileira de Pom Dance traz para casa duas medalhas: uma prata e um bronze, esta última ganha em uma disputa de quatro equipes.

Os sete treinos que a seleção teve até a competição foram capazes de unir atletas muito diferentes em experiência e procedência e fazer nascer uma equipe coesa, motivada e extremamente orgulhosa de representar o país entre os times nacionais das Américas.

O cheer section fez o que prometia: levantou a plateia, deu o gás necessário para o resto da rotina e mostrou uma abertura mais trabalhada. Com um nível abaixo do exigido, houve quedas nos dois quadros de partner. Os quadros de Tumbling também registraram quedas, embora a seleção contasse com tumblers capacitados, o que deu uma dinâmica especial à rotina. Esses foram quadros críticos para a rotina que deixaram claro que a garra movia uma equipe que, mesmo sem full-ups e toss+cupie sólidos, decidiu enfrentar o desafio e mostrar o melhor no tatame.

Em alguns pontos faltou sincronia, mas os quadros de Stunt e Pirâmide foram bem executados. Foram diversos stunts intercalados com estruturas e baskets, transicionando entre diferentes formações, algo que certamente exigiu muito preparo físico dos atletas. A Pirâmide foi bem executada e se destaca na coreografia pela sincronia e execução. No geral, Davi França, a comissão técnica da Delegação e os atletas fizeram um ótimo trabalho para o nosso primeiro Pan-Americano.

A Delegação Brasileira de 2019/20 – que ainda não está completa, uma vez que não conhecemos o elenco que representará o Brasil no Mundial da ICU tanto no Coed Elite, quanto no All Girl Elite e Pom Dance – voltará para casa ciente de que escreveu um novo capítulo na história do esporte no Brasil.

A partir de agora a Comissão Técnica começa a preparar a rotina e pensar o Tryout para o Mundial da ICU, em Orlando. O Pan-Americano deixa a curiosidade do que Davi fará com o material que terá após o tryout no fim do ano. Se os atletas dos anos anteriores, em especial do último Team Brazil, que raspou na medalha de Bronze, confirmarem o retorno em 2020, tudo indica que teremos um final de temporada a ser lembrado para sempre.

Nossos heróis disputarão a Copa Americana amanhã e voltarão para o país durante a próxima semana. Encontrarão muita gente orgulhosa por aqui.

Veja abaixo as rotinas de Equador e Costa Rica, que disputaram o Pan-americano com o Brasil. 

Team Equador

Team Costa Rica