Paraná se prepara para o início da temporada universitária

Um dos maiores polos do Cheerleading brasileiro se preparara para dar início ao calendário de competições. Como acontece todo ano, no Paraná as disputas universitárias inauguram a temporada no meio do ano. Times universitários conhecidos e respeitados por seus resultados em campeonatos profissionais estão no sul do país. Vikings, Epidemia, Asas Negras, Diablezas e outros times que fazem parte do panteão paranaense treinam em ritmo acelerado após o período de tryouts.

Reformulado, o antigo “desafio de Cheerleading” dos jogos de engenharia passa a se chamar Campeonato de Cheerleading do Engenharíadas Paranaense. Esse ano, a organização aproveitará a passagem de Gustavo Aguayo pelo país – ele ministrará pelo segundo ano seguido o Curso de Regulamentação, Segurança e Sistema de Pontuação da Golden Cheer Company – para formar a banca de arbitragem, que contará também com o coach da Marvel All Star, Lucas Maia.

Construindo o caminho

Até o tão esperado “game day”, muitos treinos ainda acontecerão dentro de algumas das equipes universitárias. Nelson Sarmento, coach do Vikings, destaca que o desafio é sempre grande, uma vez que equipes universitárias lidam com calouros que, geralmente, nem conheciam o esporte. “Na nossa seletiva, além da facilidade de executar os elementos ensinados, nos baseamos no esforço e comprometimento do atleta. Por estarmos no meio universitário não podemos sair por aí avaliando Full Ups e Full Downs. A maior parte do pessoal que procura a equipe nunca nem tinha ouvido falar de Cheerleading na vida. A grande maioria são calouros que se interessaram na nossa apresentação no dia do calouro. Temos que enxergar o potencial de evolução por trás de cada atleta que vem até nós”, conta.

Os desafios da já tradicional correria da temporada universitária não param nos jogos e na renovação de grande parte dos times. Uma característica comum a todos é a garra e a forca de vontade dos atletas, que precisam se dividir entre aulas, projetos de extensão, estágios e ainda encontram tempo para treinar.

Para tudo funcionar bem é necessária uma programação de treinos eficiente, como destaca Daniela Galinari, do Epidemia. “Nós fazemos todo o calendário de treinos até a próxima competição. Dessa forma já sabemos quantos treinos teremos para estruturar e praticar toda a rotina”, explica.

Para a presidente da equipe, a organização e a progressão é fundamental para a equipe. “Temos os dias e horários de treinos específicos definidos já no começo do ano. Esses dias são sempre os mesmos, ocorrendo mudanças apenas em casos extremos. Temos pessoas responsáveis por estruturar os treinos de acordo com a necessidade do time e com a rotina. Normalmente, começamos treinando os elementos separados e vamos juntando tudo até chegar em treinos apenas de full out. Realizamos também cerca de dois campings antes do Engenharíadas: um para nossos coachs passarem a rotina e outro mais perto de competição para análise da rotina final”, conta.

Rotinas de porte nacional

O cheerleading universitário paranaense tem como característica conquistada nos últimos anos a excelência nas rotinas e, por isso, o respeito do cenário universitário e profissional de todo o país. Com um alto investimento em coaches experientes e atletas muito motivados, o pólo do Cheerleading no sul do país se destaca e é sempre aguardado com ansiedade pelos amantes do esporte. Segundo Rafael Gomes, do Diablezas, atual campeão do Engenharíadas Paranaense, o trabalho duro da equipe é alimentado por uma inspiração: “nós confiamos na capacidade dos nossos atletas e essa é nossa maior inspiração”, conta. 

“Estamos ansiosos para essa temporada”, conta Hebert Antunes, do Asas Negras. Ele descreveu o sentimento que mora no coração dos mais de 300 atletas que vão dar início à temporada no tatame do Engenharíadas: “A expectativa é de uma competição de alto nível, maior do que nunca e, como sempre, a de levar o tão sonhado ouro”, finaliza.